O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT), comentou as investigações contra o senador Jaques Wagner (PT-BA) no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura fraudes no sistema financeiro nacional. Dias reafirmou a autonomia das forças de segurança e disse que o governo tem combatido o crime independentemente de quem seja o investigado, mas ponderou que o direito à ampla defesa deve ser sempre preservado.
A operação cumpriu mandados contra Wagner e investiga se ele teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. O senador nega as acusações.
Wellington Dias alinhou seu discurso ao do presidente Lula em outras ocasiões envolvendo investigações da Polícia Federal, reafirmando a autonomia dos órgãos de investigação, mas destacando que o direito à legítima defesa deve ser sempre preservado.
"O governo do Brasil, doa a quem doer, vai seguir no combate a qualquer forma de criminalidade, seja de quem for, eu acho que a democracia exige isso, o momento se coloca para todos nós grande responsabilidade", declarou o ministro.
Entenda o caso
A 9ª fase da Operação Compliance Zero foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, com base em investigação da Polícia Federal. A PF apura se o senador Jaques Wagner (PT-BA) recebeu um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master, em troca de favorecimento a interesses privados da instituição financeira.
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Os investigadores afirmam que a possível relação ilícita entre os dois seria antiga e marcada por elevado grau de confiança pessoal. A operação cumpre 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, além de medidas cautelares como proibição de contato entre investigados e suspensão de passaporte. Os fatos podem caracterizar, em tese, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Wagner nega irregularidades. Em entrevista à BandNews, disse estar "absolutamente tranquilo" e afirmou: "Até agora, não sou réu; não sou culpado; não sou nada. É uma investigação em cima do que eu imagino que a Polícia Federal encontrou em celulares [apreendidos] ou em alguma delação de alguém que eu desconheço."