A morte da influenciadora digital Karine Felipe de Sousa, conhecida nas redes sociais como Káh Felipe, foi confirmada pela família nesta sexta-feira (24). Aos 31 anos, ela acumulava mais de 700 mil seguidores ao compartilhar informações sobre o xeroderma pigmentoso, doença genética rara com a qual convivia desde a infância.
Natural de Fortaleza, Karine Felipe de Sousa, nome de registro de Káh Felipe, convivia desde a infância com o xeroderma pigmentoso, condição genética que provoca extrema sensibilidade à radiação ultravioleta. Ao longo dos anos, ela utilizou as redes sociais para mostrar os desafios impostos pela doença e orientar seguidores sobre a importância do acompanhamento médico.
A morte foi confirmada pela família por meio de uma publicação no perfil oficial da influenciadora. Segundo o comunicado, ela morreu por volta das 14h. A notícia foi divulgada aos seguidores dias após relatos sobre o agravamento de seu quadro de saúde.
Káh Felipe ficou conhecida por abordar de forma constante os impactos do xeroderma pigmentoso no dia a dia. A doença impede que o organismo repare adequadamente os danos causados pela exposição aos raios ultravioleta, aumentando significativamente o risco de desenvolvimento de câncer de pele.
Em razão da condição, a influenciadora passou por mais de 250 procedimentos cirúrgicos ao longo da vida. Nas redes sociais, ela compartilhava a rotina de proteção contra a luz solar e os cuidados necessários para conviver com a doença, tornando-se uma referência para outras pessoas diagnosticadas com a mesma condição.
A trajetória de Káh também foi marcada por uma nova batalha contra o câncer. Em maio de 2026, ela informou aos seguidores que exames haviam identificado metástases nos ossos, fígado e pulmão, decorrentes de um câncer de mama.
Ao comunicar o diagnóstico, a influenciadora relatou o impacto da descoberta e explicou que passaria a receber cuidados paliativos. Na ocasião, ela afirmou que seguiria enfrentando a doença ao lado da família.
“Os exames mostraram metástase nos ossos, no fígado e no pulmão... e, desde então, meus dias nunca mais foram os mesmos. Agora me tornei uma paciente paliativa em fase terminal. São dias difíceis, incertos, cheios de dor e sofrimento. Mas mesmo que tudo pareça o fim, eu não vou desistir. Vou continuar lutando todos os dias da minha vida”, escreveu.
Nos meses seguintes, Káh continuou compartilhando atualizações sobre o tratamento e a convivência com a doença. Em algumas publicações, destacou as dificuldades impostas pelo avanço do quadro clínico, mas afirmou que buscava manter a rotina ao lado dos familiares. Karine Felipe era casada com Edmilson e mãe de filhos.
A família destacou a forma como Káh enfrentou os desafios impostos pela doença ao longo da vida. A publicação relembrou sua dedicação à conscientização sobre o xeroderma pigmentoso e o impacto que suas mensagens tiveram entre seguidores.
“Nossa guerreira cumpriu sua missão e deixou um legado de força, coragem e, acima de tudo, de fé. A fé era a palavra que melhor a definia. Ela acreditou até o fim e lutou com todas as suas forças, sem nunca perder a esperança”, diz trecho da nota divulgada nas redes sociais.
O que é o xeroderma pigmentoso?
O xeroderma pigmentoso é uma doença genética rara caracterizada pela incapacidade do organismo de reparar adequadamente os danos provocados pela radiação ultravioleta. Como consequência, pessoas diagnosticadas com a condição apresentam sensibilidade extrema à luz solar.
A exposição aos raios UV pode provocar lesões na pele e aumentar consideravelmente o risco de desenvolvimento de diferentes tipos de câncer cutâneo. Por isso, os pacientes precisam adotar medidas rigorosas de proteção ao longo da vida.
Entre os principais cuidados estão o uso de roupas com proteção adequada, filtros solares, barreiras físicas contra a luz solar e acompanhamento médico contínuo para monitoramento de possíveis alterações na pele.