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Terceirizado do TJ-PI é preso suspeito de liderar "delivery de drogas" em Teresina

Operação Madara prendeu pelo menos cinco pessoas que usavam redes sociais para comercializar drogas na zona sul da capital.

26/03/2026 às 07h50

26/03/2026 às 11h54

As Polícias Civil e Militar deflagraram na manhã desta quinta-feira (26) a Operação Madara, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso especializado no tráfico de drogas por meio das redes sociais com atuação na zona sul de Teresina. As investigações apontaram que os suspeitos utilizavam aplicativos de mensagens instantâneas e redes sociais, especialmente perfis vinculados a números de telefone no WhatsApp, para divulgar a disponibilidade de substâncias ilícitas, negociar valores, combinar locais de entrega e confirmar pagamentos, o que seria uma espécide de "delivery de drogas".

Preso na Operação Madara - (Divulgação / SSP-PI) Divulgação / SSP-PI
Preso na Operação Madara

A operação resultou na prisão de cinco pessoas, entre elas o líder do grupo criminoso, que trabalhava como terceirizado junto ao Poder Judiciário do Estado do Piauí. Os presos foram encaminhados à sede da Secretaria de Segurança Pública para a adoção dos procedimentos legais cabíveis e, posteriormente, serão apresentados ao Poder Judiciário.

Durante a apuração, constatou-se ainda que os investigados utilizavam codinomes associados a personagens fictícios, especialmente de animes japoneses, como estratégia para dificultar a identificação dos interlocutores e ocultar a identidade dos integrantes da organização criminosa. 

De acordo com o delegado Leonardo Alexandre, a ação demonstra a importância do trabalho integrado entre as forças de segurança no combate ao crime organizado. “A Operação Madara é resultado de um trabalho técnico e integrado das nossas equipes de inteligência, que identificaram a atuação desse grupo criminoso e sua forma de organização. Seguiremos atuando de maneira firme e estratégica no enfrentamento ao tráfico de drogas em todo”, pontuou o delegado. 

Leonardo Alexandre, delegado responsável pela investigação - (ODIA) ODIA
Leonardo Alexandre, delegado responsável pela investigação

Ainda segundo a investigação, o suspeito exercia suas funções em uma vara do Tribunal de Justiça do Piauí, o que facilitava sua circulação em ambientes institucionais. De acordo com o delegado Yan Brainer, ele não possuía acesso direto a sistemas sigilosos, mas a frequência no local permitia proximidade com estruturas restritas. “Ele não tinha acesso a nenhum sistema sigiloso. A agilidade se dava em razão do fato de frequentar aquele espaço que não é destinado para andar criminosos. Ele acabva tendo acesso. Ele montou uma estrutura onde era caracterizado para cada função dessa associação para o tráfico”, afirmou o delegado.

Ainda conforme as apurações, o grupo era organizado, com divisão de tarefas que incluía responsável por vendas online e outro pela entrega das drogas, entre elas maconha do tipo skank, substâncias sintéticas e cocaína. O nome da operação faz referência a Madara Uchiha, personagem do anime Naruto, conhecido por sua liderança e atuação estratégica.

A ação foi coordenada pela 4ª Delegacia Seccional em conjunto com a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil (DIPC), Diretoria de Inteligência da SSP, Superintendência de Operações Integradas (SOI) e Força Estadual Integrada de Segurança Pública (FEISPI).


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