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Polícia pede exame de sanidade mental para adolescente que ameaçou massacre em escola

Avaliação psicológica dirá se pode cumprir apenas as medidas socioeducativas previstas no ECA ou se não tem condições de ser reintegrado à sociedade.

15/07/2026 às 15h37

A Polícia Civil, por meio da 3ª Delegacia Seccional, pediu à justiça que faça um exame de sanidade mental no adolescente apreendido por ameaçar um massacre em uma escola em Teresina. O pedido foi feito nesta quarta-feira (15) pelo delegado Eduardo Aquino, titular do inquérito. O jovem de 16 anos foi apreendido e chegou a confirmar em depoimento que pretendia atacar estudantes e professores na escola que frequenta.

Polícia pede exame de sanidade mental para adolescente que ameaçou massacre em escola - (Reprodução) Reprodução
Polícia pede exame de sanidade mental para adolescente que ameaçou massacre em escola

A polícia extraiu dados do celular do adolescente que revelam conversas e pesquisas na Deep Web sobre como executar um massacre na escola e como adquirir armamento. O que chamou a atenção do delegado foram as referências repetidamente feitas por ele sobre o atentado a uma escola em Suzano-SP, onde dois adolescentes mataram sete pessoas em 2019.

O adolescente já havia sido apreendido outras duas vezes pelo mesmo ato infracional e o comportamento reiterado dele motivou a solicitação do exame de higidez (sanidade) mental. “A extração dos dados revelou que ele realmente tinha o intento e, quando perguntado, ele disse que sim, que iria fazer um massacre. Não restou outra alternativa além da apreensão. Por isso pedimos a avaliação psicológica”, explicou o delegado Eduardo Aquino.

O pedido foi feito pelo delegado Eduardo Aquino - (Reprodução) Reprodução
O pedido foi feito pelo delegado Eduardo Aquino

Com base no resultado da avaliação, espera-se que a justiça decida se o jovem tem condições de apenas cumprir as medidas socioeducativas previstas no ECA ou se não tem nenhuma condição de ser reintegrado à sociedade. O Ministério Púbico fará a solicitação ao Judiciário. Até lá, o adolescente permanece apreendido.