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EXCLUSIVO: vídeo inédito mostra momento em que criança é atropelada por Lokinho e seu namorado na BR-316

Imagens obtidas pela O Dia TV e o Portalodia.com mostram câmera exclusiva do instante em que o carro do influenciador passa por cima de Maria Suelly, que ficou com sequelas do ocorrido.

01/04/2025 às 10h37

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O grave acidente que resultou na morte de duas pessoas e deixou outras duas em estado grave na BR-316, em Teresina, está prestes a completar seis meses agora no próximo dia 06. Trata-se do episódio em que o carro do influenciador Pedro Lopes Lima Neto, o Lokinho, atingiu quatro pessoas nas margens da rodovia, na zona Sul. O veículo, que era dirigido pelo então namorado de Lokinho, Stanlley Gabryel Ferreira de Sousa, atinge violentamente as quatro vítimas que caminhavam no acostamento da via, próximo a uma sucata.

Lokinho e seu então namorado, Stanlley Gabryel, estavam no carro que atingiu as vítimas - (Reprodução) Reprodução
Lokinho e seu então namorado, Stanlley Gabryel, estavam no carro que atingiu as vítimas

Nesta segunda-feira (31), a reportagem do Sistema O Dia teve acesso exclusivo a um vídeo inédito que mostra o momento em que a criança, Maria Suelly Oliveira Rocha, é brutalmente atingida pelo carro de Lokinho. As imagens constam no laudo pericial produzido pela Polícia Civil e foram veiculadas em primeira mão no programa Alô Piauí, do apresentador Erlan Bastos. O vídeo é de uma câmera de segurança de um estabelecimento próximo ao local do acidente e mostra a caminhonete de Lokinho arrastando em alta velocidade Maria Suelly.

Maria Suelly foi uma das vítimas do atropelamento na BR-316 - (Reprodução) Reprodução
Maria Suelly foi uma das vítimas do atropelamento na BR-316

A criança ficou com sequelas graves do acidente e está tendo que fazer fisioterapia e acompanhamento médico para voltar a andar e reaprender a falar. Confira abaixo o vídeo obtido com exclusividade pela O Dia TV e o Portalodia.com:

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Nas imagens é possível ver que Maria Suelly é atingida pouco antes do enquadramento da câmera e acaba sendo arrastada alguns metros pelo carro de Lokinho. O veículo para cerca de 15 metros à frente e permanece ligado, com os faróis acesos, enquanto populares se aproximam e percebem que a criança está gravemente ferida e inconsciente. Junto com ela, mais três pessoas foram atropeladas: Marly Ribeiro da Silva, Kassandra Oliveira Rocha e Maria Alice de Sousa Oliveira. Marly e Kassandra morreram na hora. Maria Alice sofreu lesões leves e Maria Suelly passou dois meses internada no HUT.

Laudo da polícia diz que Stanlley acelerou na direção das vítimas, mas Justiça entendeu que não houve intenção de matar

O laudo pericial produzido pela Delegacia de Trânsito de Teresina concluiu que a caminhonete Rampage, pertencente a Lokinho, acelerou bruscamente na direção das vítimas quando as atropelou e indicia o influenciador e Stanlley Gabryell por dolo eventual, ou seja, quando os autores adotam conduta com a qual assumem o risco de matar. O juiz que conduziu a audiência de custódia do influenciador e de seu namorado chegou a afirmar que Stanlley pode ter tentado dar um susto nas vítimas ao manobrar repentinamente o carro.

O Ministério Público ofereceu denúncia por dolo eventual, mas a defesa de Lokinho conseguiu seu enquadramento somente por infração de trânsito por ter entregado seu veículo para uma pessoa não habilitada, no caso, Stanlley, conduzir. O influenciador foi solto pouco depois da prisão, mas seu então namorado permaneceu preso. O promotor Ubiraci Rocha, representante da acusação, pediu que os dois fossem julgados pelo Tribunal do Júri, mas a justiça entendeu que o caso não é de competência do Júri Popular, porque não se trata de um dolo eventual.

Promotor de Justiça, Ubiraci Rocha, pediu que Lokinho e Stanlley fosse julgados pelo Tribunal do Júri - (Jailson Soares/O Dia) Jailson Soares/O Dia
Promotor de Justiça, Ubiraci Rocha, pediu que Lokinho e Stanlley fosse julgados pelo Tribunal do Júri

A juíza Maria Zilnar Coutinho, em decisão proferida no último dia 7 de março, entendeu que Lokinho e Stanlley devem responder por crime culposo contra a vida, ou seja, quando não há intenção de matar. No entendimento da magistrada, o fato de o influenciador ter dado seu carro para que o namorado dirigisse foi uma imprudência cometida sem a consciência do risco de produzir resultado lesivo. Já quanto ao argumento de que Stanlley teria tentado assustar as vítimas, ela destacou que não há nos autos elementos que comprovem isso, além de não ter sido possível calcular se o veículo estava com excesso de velocidade para a via.

O Ministério Público recorreu da decisão. Stanlley acabou tendo a prisão preventiva relaxada e foi solto no último mês de março.


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Com colaboração de Natália Nascimento e Stefany Cavalcante

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