Atualizada às 17h25
Além de Douglas Fonseca, dono da DF Group, outros oito investigados que haviam sido presos na operação contra falsos investimentos em Teresina acabaram sendo soltos pela justiça neste domingo. De acordo com o advogado de defesa de Douglas, Djalma Filho, a desembargadora Maria do Rosário de Fátima, plantonista do Tribunal de Justiça, estendeu o benefício da revogação da prisão aos demais alvos do inquérito.
“A desembargadora plantonista também decidiu pela extensão do reconhecimento ao direito de liberdade a todos os demais. Colocados em liberdade com as mesmas salvaguardas de Douglas”, disse o advogado.
Os demais investigados, dentre eles uma mulher apontada como suposta gerente da DF Group, vão cumprir algumas medidas cautelares diversas à prisão, tais como proibição de manterem contato entre si, proibição de saírem de Teresina, confisco do passaporte e comparecimento obrigatório em juízo.
Iniciada às 15h04
O trader Douglas Fonseca de Araújo, dono da DF Group, foi solto neste domingo (19) após nove dias preso. Ele e sua empresa foram os principais alvos de uma operação que desarticulou esquema de golpes por meio de falsos investimentos. O grupo agia em vários estados brasileiros e, segundo a polícia, teria movimentado cerca de R$ 100 milhões por meio de fraudes.
Douglas foi solto por decisão da desembargadora Maria do Rosário de Fátima. A informação foi confirmada ao Portalodia.com pelo advogado dele, Djalma Filho. De acordo com o Djalma, a Justiça reconheceu que houve ilegalidade na decretação da prisão preventiva do trader que, segundo ele, “se fez abusiva, sem lastro em razões justas e, por tudo isto, desnecessária”.
O pedido de soltura foi feito após a polícia solicitar a prorrogação da prisão temporária de Douglas no último dia 13 e a conversão para prisão preventiva no dia 15 de julho. A defesa do empresário questionou a ausência de fatos novos que justificassem os pedidos. A desembargadora Maria do Rosário de Fátima, em regime de plantão, acolheu os argumentos do advogado e assinou neste domingo (19) a soltura de Douglas Fonseca mediante cumprimento de medidas cautelares diversas à prisão.
Conforme explicou o advogado Djalma Filho, não houve determinação para colocação de tornozeleira eletrônica, mas outras medidas foram impostas. São elas: restrição de saída da Comarca de Teresina, proibição de mudança de endereço e de comunicação com os outros investigados, comparecimento obrigatório aos chamados da justiça e manutenção da retenção do passaporte.
O advogado acrescentou ainda que somente se Douglas estiver solto, poderá “pagar a quem deve” e frisou que, preso, ele corre “risco de vida”.
Entenda
Na sexta-feira (10), a Polícia Civil deflagrou uma operação para desarticular um esquema de falsos investimentos que teria movimentado cerca de R$ 100 milhões em vários estados brasileiros por meio de uma empresa com sede em Teresina. Os principais alvos da ação eram o trader Douglas Fonseca de Araújo e demais integrantes de sua empresa, a DF Group. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além de ordens de prisão, em endereços de investigados e na sede da empresa.
O esquema consistia, segundo a investigação, em atrair investidores oferecendo retornos rápidos de até 10% ao mês, valores considerados impraticáveis no mercado financeira brasileiro. De acordo com a polícia, a DF Group não tinha autorização para operar e já vinha sendo alvo de um procedimento aberto pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula estes tipos de negócios no país.
Um dos pontos que a polícia destacou foi o discurso utilizado pelos traders para atrair investidores, inclusive com a suspeita de intermediação de líderes religiosos na capital para cooptar membros para o esquema. Conforme o delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública, Douglas chegou a afirmar em depoimento possuir R$ 1 bilhão fora do Brasil, além dos bens que foram apreendidos na operação.
A polícia não divulgou os nomes dos demais investigados na operação além do de Douglas Fonseca.