A presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano, informou ao O Dia que o repasse da Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) para o custeio de pacientes oncológicos no Hospital São Marcos teria sido reduzido em cerca de R$ 400 mil, passando de R$ 1,3 milhão para os atuais R$ 900 mil.
Segundo Leopoldina, os repasses vêm sofrendo defasagem e a conta tem pesado para a FMS. Ela acrescentou que a população de Teresina utiliza apenas 41% dos recursos do contrato e que o restante é destinado a pacientes de outros municípios do estado.
"A gente precisa da garantia de financiamento por parte dos municípios e por parte da Sesapi também aumentar esse incremento. Há alguns anos atrás, esse valor que o Estado passava para Teresina era de R$ 1,3 milhão e reduziu para R$ 900 mil. Só que isso não cobre a despesa dos 223 municípios do Piauí", declarou.
O deputado Henrique Pires (MDB), que tem articulado o diálogo com o Estado, lembrou que o Governo do Maranhão firmou um acordo de repasse de cerca de R$ 1 milhão para atender 27 municípios, valor superior ao piauiense, que cobre mais cidades.
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O parlamentar defendeu uma articulação conjunta entre o Ministério da Saúde, a bancada federal piauiense, os deputados estaduais e o governador Rafael Fonteles. Segundo ele, os recursos anunciados pelo governo federal ainda não foram efetivamente liberados por exigências técnicas no processo.
"Estamos tratando de uma instituição que salva vidas diariamente e que atende pacientes de todo o Piauí. É fundamental haver esse alinhamento entre os entes federativos para garantir os recursos necessários ao funcionamento do hospital e à continuidade dos tratamentos", disse Henrique Pires.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Saúde para comentar a redução dos valores repassados ao Hospital São Marcos, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O espaço segue aberto para manifestação.