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PT condiciona disputa pela presidência da Alepi ao tamanho da bancada após eleições de 2026

Deputados Francisco Limma e Dr. Thales Coelho defendem diálogo e consenso entre partidos da base governista para escolha do comando da Casa

11/06/2026 às 11h36

Embora as eleições de 2026 ainda não tenham ocorrido, os bastidores da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) já começam a registrar movimentações em torno da futura presidência da Casa para a próxima legislatura. Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) admitem que a sigla poderá pleitear o comando do Legislativo estadual caso alcance uma bancada mais robusta nas urnas.

PT condiciona disputa pela presidência da Alepi ao tamanho da bancada após eleições de 2026 - (Ezequiel Araújo/O Dia) Ezequiel Araújo/O Dia
PT condiciona disputa pela presidência da Alepi ao tamanho da bancada após eleições de 2026

Atualmente, a presidência da Alepi é ocupada pelo deputado estadual Severo Eulálio (MDB), resultado de um acordo político firmado entre MDB e PT para alternância no comando da Casa. No primeiro biênio da atual legislatura, a presidência ficou com Franzé Silva (PT), enquanto o segundo biênio passou a ser conduzido pelo MDB.

O deputado estadual Francisco Limma (PT) afirmou que a discussão sobre a presidência deverá ocorrer apenas após a definição da composição da Assembleia, mas reconheceu que o tamanho da bancada poderá influenciar o debate.

“Todos os partidos têm interesse em disputar a direção, independente do resultado. Eu já conheci casos em que um partido que elege um parlamentar termina sendo o consenso. Então eu acho que a busca do entendimento entra inicialmente dentro de cada partido, depois envolvendo os outros partidos da base do governo, é o que vale para essa corrida”, disse.

Francisco Limma, deputado estadual (PT) - (Assis Fernandes / O DIA) Assis Fernandes / O DIA
Francisco Limma, deputado estadual (PT)

Segundo Limma, existe uma expectativa de crescimento da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, nas eleições deste ano. A meta interna, de acordo com o parlamentar, é conquistar entre 14 e 16 cadeiras na Assembleia.

“Eu acho que não é hora de vir tratar disso [presidência da Alepi]. Afinal de contas, esse momento é tratar de saber quem serão os eleitos. Eu acho que essa é a grande questão. Mas o PT, sem dúvida nenhuma, e a federação, como um todo, já que nós estamos federados, é um dos partidos que se coloca à disposição”, destacou.

Ele ressaltou ainda que há possibilidade do partido iniciar tratativas sobre a alternância de poder na Alepi. Contudo, todos os diálogos no momento sobre o assunto ainda não são muito prematuros.

“Já teve uma tradição no Congresso Nacional que um ano o partido que tinha maior densidade parlamentar dirigia. Em outro período, outro partido. Então aqui, digamos informalmente, há um certo entendimento de que possa se dar nesse formato. Mas isso só vai ser aferido após o resultado das eleições. A nossa expectativa e a nossa meta que a gente faça entre 14 e 16 parlamentares”, disse.

Consenso na base

O deputado estadual Dr. Thales Coelho (PT) também comentou o cenário e defendeu que a escolha do futuro presidente da Alepi ocorra por meio de entendimento entre os partidos da base governista.

Segundo ele, legendas como PT, MDB e PSD possuem legitimidade para apresentar candidatos, mas a prioridade deve ser a construção de consenso para evitar disputas internas.

“Em relação à presidência, na eleição da presidência da casa aqui da Alepi, é uma eleição que é pós realmente nossas eleições estaduais, eleição do governador. A gente não está trabalhando isso no momento, mas o Partido dos Trabalhadores, o MDB e até o PSD, que compõem realmente o governo, tem chances de colocar um candidato, mas vamos tentar entrar em um consenso dos 30 deputados para não ter nenhuma disputa e não ficar nenhuma aresta dentro da casa”, ressaltou.

Dr. Thales Coelho, deputado estadual - (Assis Fernandes / O DIA) Assis Fernandes / O DIA
Dr. Thales Coelho, deputado estadual

Atualmente, além de comandar a Alepi, Severo Eulálio disputa a reeleição para deputado estadual e, caso reconduzido ao mandato, também estará apto a concorrer novamente à presidência da Assembleia na próxima legislatura. Entretanto, a definição sobre o comando da Casa deverá depender diretamente do resultado das urnas e da correlação de forças entre os partidos que compõem a base do governador Rafael Fonteles.