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PETR4 sobe 1,12% e opera acima de R$ 39 na B3

Ações preferenciais da Petrobras avançam acompanhando valorização do petróleo Brent no mercado internacional em meio a tensões geopolíticas no Oriente Médio

12/07/2026 às 10h30

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) operam em alta nesta sessão, cotadas a R$ 39,65, com valorização de +1,12% (R$ 0,44) às 10h30. O papel abriu o pregão a R$ 39,64 e oscilou entre a mínima de R$ 39,34 e a máxima de R$ 39,97 durante a manhã, refletindo o cenário positivo para o setor de petróleo e gás.

O movimento de alta da PETR4 acompanha a valorização do petróleo Brent no mercado internacional, que se mantém acima de US$ 76 por barril. A commodity energética registra ganhos semanais expressivos, impulsionada pelas tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, que afetam o fluxo de petroleiros pelo Estreito de Ormuz, rota crítica para cerca de 20% do comércio mundial de petróleo e gás.

Cenário internacional sustenta valorização do petróleo

O contexto geopolítico segue como principal catalisador para os preços do petróleo. Segundo informações de mercado, novos ataques dos EUA ao Irã atrasaram a recuperação completa no tráfego de petroleiros através do Estreito de Ormuz. Apesar da escalada, as negociações entre Washington e Teerã em direção a um acordo de longo prazo continuam em andamento, com discussões técnicas ainda em curso.

A Agência Internacional de Energia alertou que um conflito prolongado poderia interromper os esforços para reconstruir os estoques globais de petróleo ainda este ano. O transporte através do estreito permanece significativamente abaixo dos níveis normais, mantendo um prêmio de risco nos preços da commodity que beneficia diretamente empresas produtoras como a Petrobras.

Desempenho da PETR4 no acumulado do ano

As ações da PETR4 acumulam valorização expressiva em 2026. O papel iniciou o ano negociando na casa dos R$ 30,82 e apresenta variação positiva de aproximadamente 30% em relação aos últimos 12 meses. A petroleira estatal segue como uma das principais recomendações de analistas para o setor de energia, com destaque para sua política de dividendos.

A XP Investimentos mantém recomendação de compra para as ações, destacando que a tese de investimento oferece bom retorno via geração de caixa livre e dividendos que podem superar 10% ao ano caso os preços do petróleo permaneçam acima de US$ 65 por barril. O Dividend Yield referente aos últimos 12 meses está em 7,42%, com distribuição total de R$ 3,69 por ação no período.

Ibovespa e contexto do mercado brasileiro

O desempenho positivo da PETR4 ocorre em um momento favorável para o mercado brasileiro. Na última sexta-feira (10), o Ibovespa fechou em alta de quase 3%, aos 177.866 pontos, maior nível de fechamento desde maio, após dados de inflação reforçarem apostas de queda da taxa Selic em agosto. A Petrobras figura entre as ações mais indicadas nas carteiras de dividendos de diversas instituições financeiras para julho.

A petroleira assinou recentemente termo de conciliação com a ANP para adequação de 335 poços marítimos, movimento que foi bem recebido pelo mercado. A companhia segue como uma das maiores pagadoras de dividendos entre petroleiras integradas globais, superando majors como ExxonMobil e Chevron, que pagam yields entre 3% e 4%.

Perspectivas e riscos para o investidor

Entre os principais riscos para a tese de investimento da PETR4, analistas destacam eventual queda nos preços do petróleo, riscos operacionais inerentes à produção, consumo de caixa em novos projetos e possível defasagem entre preços domésticos e internacionais de derivados. O Capex ampliado de 2026, voltado para exploração, refino e projetos de transição energética, pode pressionar os dividendos em relação ao ano anterior.

A atual política de remuneração da Petrobras prevê distribuição de 45% do fluxo de caixa operacional menos investimentos, desde que a dívida bruta esteja dentro do limite estabelecido no Plano Estratégico. O plano de negócios da empresa estima pagamentos entre US$ 45 bilhões e US$ 55 bilhões em dividendos entre 2025 e 2029, mantendo a atratividade do papel para investidores focados em renda.