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PETR4 avança e opera em alta de 0,39% nesta quinta-feira

Ações preferenciais da Petrobras sobem R$ 0,15 e atingem R$ 39,00 no pregão, em dia de ajustes pós-Copom e expectativas sobre dividendos da estatal

19/06/2026 às 10h40

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) operam em alta nesta quinta-feira (19), com valorização de 0,39% e cotação de R$ 39,00 às 10h40. O papel da estatal petrolífera registra ganho de R$ 0,15 em relação ao fechamento anterior, em um pregão marcado pela digestão do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) divulgado na véspera. Os papéis da maior empresa do Brasil abriram o dia cotados a R$ 38,86 e oscilaram entre a mínima de R$ 38,70 e a máxima de R$ 39,02 durante a manhã. O desempenho positivo de PETR4 ocorre em um contexto de recalibração das apostas dos investidores para a trajetória da taxa Selic, após o Banco Central adotar um tom considerado mais dovish do que o esperado pelo mercado. A decisão do Copom, anunciada na chamada Super Quarta, trouxe sinais que impactam diretamente as perspectivas para empresas de commodities e setores sensíveis aos juros. Os investidores também monitoram o cenário internacional, especialmente após os Estados Unidos suspenderem o bloqueio ao tráfego marítimo nos portos iranianos, movimento que pode influenciar os preços globais do petróleo nas próximas sessões. No mercado internacional de commodities, o petróleo Brent opera na faixa de US$ 79 por barril, com os contratos futuros apresentando relativa estabilidade. A commodity energética permanece como fator determinante para a formação de preços das ações da Petrobras, uma vez que a receita da companhia está diretamente correlacionada às cotações internacionais do óleo bruto. A empresa, que domina aproximadamente 99% do mercado nacional de refino, mantém sua posição como referência no setor de energia brasileiro e segue atraindo a atenção de investidores institucionais e pessoas físicas. Do ponto de vista dos proventos, PETR4 continua sendo um dos ativos mais acompanhados pelos investidores focados em dividendos. A segunda parcela dos juros sobre capital próprio (JCP), no valor de R$ 0,31311454 por ação, está programada para crédito em 22 de junho de 2026, conforme aprovado pelo Conselho de Administração da companhia. O valor será atualizado pela taxa Selic acumulada desde 31 de dezembro de 2025 até a data de pagamento. No acumulado de 2026, a Petrobras já distribuiu aproximadamente R$ 1,00 por ação em proventos, mantendo seu histórico de remuneração atrativa aos acionistas. O dividend yield dos últimos 12 meses da companhia está em torno de 7,67%, segundo dados de mercado. No panorama mais amplo do mercado brasileiro, o Ibovespa iniciou o pregão desta quinta-feira em queda, refletindo o processo de ajuste pós-decisão do Copom. O principal índice da B3 vem de um período de volatilidade acentuada, acumulando perdas significativas desde o início dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio. Analistas do BTG Pactual mantêm recomendação de compra para PETR4, com preço-alvo de R$ 62,00, indicando potencial de valorização expressivo em relação aos níveis atuais. A expectativa é que o desempenho operacional robusto da companhia, aliado à política de distribuição de dividendos, continue sustentando o interesse dos investidores pelo papel ao longo do segundo semestre de 2026.