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Ibovespa sobe 0,37% e retoma os 176 mil pontos nesta terça

Índice da B3 opera em alta após queda de 1,2% na véspera, com investidores atentos ao cenário geopolítico no Oriente Médio e à temporada de balanços nos EUA

14/07/2026 às 10h31

O Ibovespa opera em alta nesta terça-feira (14), recuperando parte das perdas registradas na sessão anterior. Por volta das 10h30, o principal índice da bolsa brasileira avançava 0,37%, aos R$ 176.391,12 pontos, com variação positiva de R$ 652,04 em relação ao fechamento de segunda-feira.

Na sessão de hoje, o índice oscilou entre a mínima de 175.742,88 pontos e a máxima de 176.841,53 pontos, demonstrando volatilidade moderada no início do pregão. A abertura foi registrada em 176.391,12 pontos, já sinalizando a tendência de recuperação após a correção da véspera.

Ibovespa busca recuperação após queda na segunda-feira

O movimento de alta desta terça-feira representa uma tentativa de recuperação do Ibovespa após o índice ter encerrado a sessão de segunda-feira (13) em queda de 1,20%, aos 175.739 pontos. Na ocasião, o índice oscilou entre a mínima de 175.567 pontos e a máxima de 178.153 pontos, em um pregão marcado pela pressão vendedora sobre ações sensíveis a juros.

O nervosismo do mercado na véspera foi alimentado pela piora das tensões no Oriente Médio, sobretudo com o risco de fechamento do Estreito de Ormuz, agravada por relatos de ataques mútuos entre Iêmen e Arábia Saudita. Esse cenário acentuou os temores com a inflação global e, consequentemente, com a possibilidade de alta de juros nos Estados Unidos.

No câmbio, o dólar operava próximo de R$ 5,13 nesta terça-feira, após ter subido 0,58% na sessão anterior. A moeda americana segue pressionada pelo cenário geopolítico e pela expectativa em torno das decisões de política monetária do Federal Reserve.

Cenário técnico e perspectivas para o Ibovespa

Do ponto de vista técnico, analistas apontam que o Ibovespa permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico diário, o que ainda preserva parte da recuperação recente. O Índice de Força Relativa (IFR) de 14 períodos está em 56,36, região considerada neutra, indicando espaço para movimentos em ambas as direções.

Para que o índice volte a ganhar força, especialistas consideram importante o rompimento da faixa de resistência entre 178.340 e 181.560 pontos. Caso isso ocorra, os próximos objetivos passam a ser 187.780 e 192.890 pontos. Em contrapartida, a perda dos suportes em 174.035 e 170.650 pontos poderá reacender a pressão vendedora.

No cenário externo, investidores repercutem o balanço do Wells Fargo, que reportou lucro líquido de US$ 6,4 bilhões no segundo trimestre de 2026, acima dos US$ 5,5 bilhões do mesmo período do ano anterior. O resultado superou as expectativas do mercado e impulsionava as ações do banco no pré-mercado de Nova York.

Contexto macroeconômico e fluxo estrangeiro

O Ibovespa acumula alta de aproximadamente 8% no ano de 2026, mas enfrenta desafios relacionados ao fluxo de capital estrangeiro. Desde as máximas registradas em abril, quando o índice atingiu a marca histórica de 199.354 pontos, a bolsa brasileira acumula correção em torno de 13,5%.

Analistas destacam que o mercado brasileiro segue sendo negociado a múltiplos considerados atrativos, com o Ibovespa a 8,3 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, patamar 21% abaixo da média histórica de 10,5 vezes. No entanto, a saída persistente de capital estrangeiro e as incertezas eleitorais limitam o potencial de valorização no curto prazo.

A combinação entre decisões do Fed, trajetória da Selic, fluxo estrangeiro, situação fiscal e corrida eleitoral deve manter os investidores em alerta até o fim de 2026. O segundo semestre tende a ser marcado por maior volatilidade, com o mercado incorporando um prêmio adicional de risco à medida que a disputa eleitoral ganhar intensidade.