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Ibovespa recua 0,06% e fecha estável aos 173.714 pontos

Índice da B3 opera em leve queda nesta sessão, com rotação setorial entre energia e bancos marcando o pregão; Petrobras sustenta o mercado

18/07/2026 às 10h31

O Ibovespa opera em leve queda de 0,06% nesta sessão, cotado a R$ 173.714,08 pontos às 10h30. O principal índice da Bolsa de Valores brasileira registra variação negativa de R$ 111,19 pontos, em um pregão marcado por movimentação lateral e rotação setorial entre os principais papéis do mercado.

A abertura do Ibovespa ocorreu no mesmo patamar de R$ 173.714,08, com o índice oscilando entre a máxima de R$ 174.504,62 e a mínima de R$ 173.285,28 ao longo da sessão. A amplitude de aproximadamente 1.219 pontos reflete um mercado em compasso de espera, sem direção definida.

Rotação setorial marca o pregão

O comportamento do Ibovespa nesta sessão mascara uma intensa rotação setorial que ocorre nos bastidores do mercado. Enquanto o setor de energia registra ganhos expressivos, impulsionado pela alta do petróleo no mercado internacional, as ações do setor financeiro enfrentam pressão vendedora.

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) figuram entre os principais suportes do índice, com valorização superior a 2,5% e volume expressivo de negociação. A alta dos preços do petróleo Brent, que opera acima dos US$ 88 por barril, fornece sustentação direta para os papéis da estatal.

Em contrapartida, os grandes bancos do índice registram perdas. O Itaú Unibanco (ITUB4) recua cerca de 1,39%, enquanto Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) também operam no campo negativo. A pressão sobre o setor financeiro está relacionada à aversão a risco doméstico e ao vencimento de opções sobre ações na B3.

Cenário externo e perspectivas

O ambiente internacional permanece desafiador para os mercados emergentes. Nos Estados Unidos, o S&P 500 encerrou a última sessão em queda superior a 1%, pressionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela liquidação de ações do setor de tecnologia.

O dólar comercial opera em leve alta frente ao real, cotado próximo a R$ 5,11, mantendo a moeda brasileira em uma faixa de negociação relativamente estável. A divisa americana acumula valorização de 0,19% na sessão.

Do ponto de vista de valuation, o Ibovespa segue sendo negociado a múltiplos atrativos. O índice é negociado a 8,3 vezes o lucro projetado para os próximos 12 meses, patamar 21% abaixo da média histórica de 10,5 vezes, segundo análises de mercado.

Agenda econômica e próximos passos

Os investidores monitoram de perto a divulgação do IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), além de dados dos setores de serviços e varejo. No exterior, a inflação nos Estados Unidos e indicadores econômicos da China seguem no radar.

A taxa Selic permanece em 14,25% ao ano, conforme definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em sua última reunião de junho. O mercado projeta que a taxa básica de juros encerre 2026 em 14%, sinalizando expectativa de ao menos uma redução adicional até o fim do ano.

Para os próximos pregões, analistas recomendam cautela diante da volatilidade externa e das incertezas geopolíticas. A performance do Ibovespa deve continuar dependente do comportamento das commodities e do fluxo de capital estrangeiro, que tem apresentado saídas persistentes da bolsa brasileira nas últimas semanas.