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Conta de luz vai subir? Entenda alta de 9,4% na transmissão, aprovada pela Aneel

Agência estima impacto médio de 1,1% para consumidores finais, apesar do aumento na receita das empresas responsáveis pela transmissão de energia.

25/06/2026 às 11h42

25/06/2026 às 11h42

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste de 9,4% nas tarifas de transmissão de energia para o ciclo 2026/2027. Com a decisão, as empresas responsáveis pelo transporte da energia elétrica no país terão receita de R$ 54,95 bilhões entre julho de 2026 e junho de 2027.

Apesar da alta, autorizada na última quarta-feira (24), a agência estima que o impacto médio para os consumidores atendidos peças distribuidoras será de 1,1% na conta de luz.

O novo valor passa a valer a partir de 1º de julho de 2026 e foi calculado com base nas Receitas Anuais Permitidas das transmissoras e nas Tarifas de Uso do Sistema de Transmissão. Ao todo, foram considerados 356 contratos de concessão de 258 empresas que operam no setor.

Conta de luz vai subir? Entenda alta de 9,4% na transmissão, aprovada pela Aneel - (Marcelo Camargo/Agência Brasil) Marcelo Camargo/Agência Brasil
Conta de luz vai subir? Entenda alta de 9,4% na transmissão, aprovada pela Aneel

Segundo os cálculos da Aneel, a receita referente às instalações de transmissão em operação comercial passou de cerca de R$ 50,2 bilhões para R$ 54,95 bilhões, crescimento de 9,41% em relação ao ciclo anterior.

A transmissão é a etapa do sistema elétrico responsável por transportar a energia produzida nas usinas até as distribuidoras, que posteriormente fazem a entrega aos consumidores residenciais, comerciais e industriais.

O que causa o aumento

De acordo com a agência reguladora, a elevação da receita é resultado da atualização contratual das concessões, da expansão da rede de transmissão e da incorporação e componentes financeiros regulatórios.

Além disso, a receita total considerada no cálculo das tarifas de transmissão – que inclui despesas operacionais, orçamento do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e novas obras previstas para entrar em operação ao longo do período – passou de R$ 51,6 bilhões para R$ 56,5 bilhões.

Embora os números indiquem um crescimento expressivo das receitas do setor, a Aneel avalia que o repasse ao consumidor final tende a ser mais limitado porque os custos de transmissão representam apenas uma parte da composição da tarifa de energia elétrica.

Na prática, o que muda para o consumidor?

A principal dúvida dos consumidores é se a decisão provocará aumento na conta de luz e, se sim, quando isso ocorrerá. Segundo a estimativa da Aneel, o efeito médio esperado nas tarifas pagas pelos usuários das distribuidoras será de aproximadamente 1,1%.

O percentual pode variar de acordo com a região do país, a distribuidora responsável pelo fornecimento e outros componentes tarifários que influenciam o valor final da fatura.

A proposta é que as tarifas reflitam de forma mais próxima as características de cada região do sistema elétrico. Na prática, áreas com maior disponibilidade de geração de energia, como Norte e Nordeste, tendem a receber sinais tarifários mais favoráveis ao consumo.

A Aneel informou que o cálculo busca equilibrar a remuneração dos investimentos necessários para ampliar a rede de transmissão com a necessidade de reduzir impactos tarifários para consumidores e agentes do setor elétrico. O novo ciclo tarifário terá vigência até 30 de junho de 2027.

Com edição de Ithyara Borges