Portal O Dia

Presidente da FMS diz que HUT custa R$ 27 milhões por mês e é financiado apenas por Teresina e União

A presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano, afirmou que o Hospital de Urgência de Teresina (HUT) tem um custo mensal de aproximadamente R$ 27 milhões e é financiado exclusivamente pela Prefeitura de Teresina e pelo Governo Federal. A declaração foi dada nesta quinta-feira (18), durante reunião realizada na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) para discutir a situação financeira do Hospital São Marcos, localizada no Centro da Capital.

Assis Fernandes / O DIA
Presidente da FMS diz que HUT custa R$ 27 milhões por mês e é financiado apenas por Teresina e União

O encontro reuniu a presidente da FMS, o presidente da Alepi, deputado estadual Severo Eulálio (MDB), e o deputado estadual Henrique Pires (MDB), autor da iniciativa. Na ocasião, Leopoldina defendeu uma ampliação da participação do Governo do Estado no custeio da rede de saúde da capital, argumentando que Teresina atende pacientes de todos os municípios piauienses e também de cidades maranhenses.

Segundo a gestora, o HUT recebe diariamente pacientes regulados de diversas regiões do estado e, muitas vezes, mantém internados pacientes que já receberam alta médica, mas permanecem ocupando leitos por falta de encaminhamento aos municípios de origem.

“A gente gasta R$ 27 milhões dentro do HUT mês. E quem ajuda? Nenhum centavo de outro governo. É o Governo Federal e o governo de Teresina, custeando R$ 27 milhões dentro do HUT, mas o HUT tem pacientes de todo o Piauí”, afirmou.

Leopoldina também defendeu uma ampliação do acesso de Teresina aos leitos estaduais existentes no Hospital Getúlio Vargas (HGV) e no Hospital da Polícia Militar (HPM). De acordo com ela, atualmente a rede municipal tem acesso a apenas 25% dos 108 leitos disponíveis nas duas unidades. A proposta da FMS é ampliar essa utilização para reduzir a superlotação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dos hospitais municipais.

A presidente da fundação comentou ainda a recente construção da Policlínica de Teresina, obra viabilizada pelo Governo do Estado e pelo Ministério da Saúde. Embora reconheça a importância da ampliação da rede especializada, ela afirmou que a prioridade da gestão municipal era obter recursos para fortalecer estruturas já existentes.

“Na verdade, o que a gente precisa é isso mesmo [policlínica em Teresina] e o Governo do Estado assumindo mais o serviço de média e alta complexidade, tirando essa responsabilidade de Teresina sozinho assumir para 224 municípios a garantia de serviço. Então, por que a gente não quis a policlínica? Nós não queríamos a policlínica porque eu pedi dinheiro, foi para melhorar o incremento da oncologia, melhorar a urgência e emergência. Então, o que a gente está pedindo? É criar serviço novo para a solução? É não. É reorganizar e financiar de forma digna para que a gente possa garantir que os 10 hospitais que nós temos hoje em Teresina, eles sejam mais eficientes. É melhorar o fluxo, reformar”, explicou.

Segundo Leopoldina, a Fundação Municipal de Saúde já protocolou junto ao Ministério da Saúde três pedidos de incremento financeiro, que somam mais de R$ 200 milhões. Os recursos seriam destinados à ampliação de serviços, modernização da rede e melhoria da assistência prestada à população.

“Se você for ver, tem pedidos da Fundação Municipal de Saúde ao Ministério da Saúde de incremento de recursos. Tem três processos: um de R$ 48 milhões, um de R$ 68 milhões e outro de R$ 98 milhões. A gente pedindo para o Ministério que olhe para a Teresina com bons olhos, para que a gente possa continuar avançando e garantindo. Eu como gestora, com toda a nossa equipe e o prefeito, o sonho da gente é garantir ao povo de Teresina um serviço de excelência. Para isso o governo vai ter que investir mais nos municípios, mais nas macro-regiões e o Ministério da Saúde tem que reconhecer que a gente tem feito muito por Teresina”, concluiu.