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Políticas públicas ajudaram Piauí a reduzir feminicídios em mais de 60%, afirma secretário de Segurança

O secretário de Segurança Pública do Piauí, Antônio Luiz, atribuiu a redução de mais de 60% nos casos de feminicídio registrados no estado ao fortalecimento das políticas públicas de proteção às mulheres e à ampliação das ações preventivas desenvolvidas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-PI). As declarações foram dadas ao O Dia ao comentar os resultados mais recentes divulgados pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Assis Fernandes / O DIA
Políticas públicas ajudaram Piauí a reduzir feminicídios em mais de 60%, afirma secretário de Segurança

Segundo dados da SSP-PI, o Piauí registrou taxa de 0,48 feminicídios por 100 mil mulheres entre janeiro e maio de 2026, passando a ocupar a 22ª posição no ranking nacional, o equivalente à sexta menor taxa do país. No mesmo período de 2025, o índice era de 1,44 feminicídios por 100 mil mulheres, colocando o estado na segunda posição nacional. A redução foi de aproximadamente 66% em um ano.

Para Antônio Luiz, o resultado é consequência direta da ampliação da rede de proteção às mulheres e da atuação integrada das forças de segurança.

“Houve um pacto no Brasil inteiro contra o feminicídio. Tivemos que o Brasil este ano teve uma redução nesse crime e o Piauí já começou a andar na frente com mais de 60% de redução em relação ao ano passado, cada dia melhorando essa parte de atuação com a Patrulha Maria da Penha, com palestras na escola, com o monitoramento das polícias nas residências das mães, das mulheres que são agredidas”, afirmou.

O secretário destacou ainda que ferramentas como o BO Fácil, a Patrulha Maria da Penha, a Casa da Mulher Brasileira e o protocolo “Ei, Mermã! Não Se Cale” têm fortalecido o enfrentamento à violência de gênero e contribuído para evitar casos de feminicídio.

“A gente consegue ter uma atuação muito ampla para que realmente o crime de feminicídio seja menor cada vez mais fazendo com que o Piauí tenha um dos menores índices esse ano de 2026 em relação aos feminicídios. Estamos com 0,48 por 100 mil mulheres, enquanto que no ano passado eram mais de 1,41”, ressaltou.

Lei Antifacção

Durante a entrevista, Antônio Luiz também comentou o reforço no combate ao crime organizado após a aprovação da chamada Lei Antifacção pelo Congresso Nacional. Segundo ele, a nova legislação fortalece a atuação das forças de segurança e da Justiça no enfrentamento às organizações criminosas.

“É importante perceber que neste ano foi divulgada uma lei aprovada lá no Congresso Nacional, a antifacção, que ela ajuda as polícias do país inteiro a serem mais rigorosas, a justiça do Brasil a também ser mais rigorosa com a parte de tempo de prisão. Então é muito mais fácil atuar no crime organizado, nas facções, para que os criminosos fiquem presos mais tempo”, declarou.

Reforço ao Corpo de Bombeiros

O secretário também destacou investimentos para ampliar a estrutura do Corpo de Bombeiros no estado, especialmente nas regiões do Cerrado. De acordo com ele, o Piauí recebeu 23 novas viaturas, em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), destinadas ao combate a incêndios florestais e ao atendimento de ocorrências de resgate.

“Estamos descentralizando a atuação do Corpo de Bombeiros, colocando mais unidades no interior. Com o apoio da Senasp conseguimos 23 viaturas importantes para ajudar no combate a incêndios florestais. O Governo do Piauí e o Ministério da Justiça seguem investindo em equipamentos e efetivo para garantir mais segurança à população”, concluiu.