O Balneário Xixá, localizado no município de Bertolínia, permanece interditado pela Secretara do Meio Ambiente mesmo após quase quatro meses do acidente ambiental que resultou no fechamento do local. Em 06 de março, um caminhão carregado com mais de 26 mil litros de defensivos agrícolas tombou às margens da BR 135 e parte da carga vazou para o Riacho Esfolado.
O derramamento de agrotóxicos resultou na morte de peixes e mobilizou órgãos ambientais. Essa mobilização entrou em uma nova etapa: a instalação de poços de monitoramento no Balneário Xixá. Estes poços vão permitir a coleta periódica de amostras de água subterrânea, considerada fundamental para avaliar se houve contaminação do aquífero pelos produtos químicos derramados.
Equipes técnicas já fizeram os primeiros trabalhos de contenção e limpeza da área, além da coleta inicial de amostras de solo e água superficial. Com base nos resultados dessas análises, a empresa fabricante da carga, sob fiscalização da Semarh, iniciou a instalação dos poços, que vão possibilitar o monitoramento contínuo da água subterrânea, de difícil acesso por métodos convencionais.
Renato Nogueira, gerente de Fiscalização da Secretaria, explica como vai funcionar esse trabalho. “O monitoramento da água subterrânea é uma etapa indispensável para garantir um diagnóstico preciso da área afetada. Esses poços vão permitir acompanhar a evolução da qualidade da água ao longo do tempo e verificar se as medidas de remediação estão sendo eficazes, sempre com rigor técnico e acompanhamento da Semarh”, diz.
Sobre a interdição do Balneário Xixá, ela permanece. A portaria que fechou o local proíbe, de forma preventiva, o acesso para banho, pesca e consumo de alimentos ou bebidas produzidos na área afetada. De acordo com a Semarh, a liberação só ocorrerá após laudos laboratoriais comprovarem a inexistência de riscos à saúde humana e ao meio ambiente. A empresa responsável também foi obrigada a instalar sinalização ostensiva informando sobre a interdição e os riscos de contaminação.