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PETR4 sobe quase 3% e lidera ganhos com alta do petróleo

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) operam em forte alta nesta quarta-feira (8), figurando entre os principais destaques positivos do Ibovespa. Por volta das 10h30, os papéis eram negociados a R$ 39,57, com valorização de +2,94% no dia, equivalente a um ganho de R$ 1,13 por ação.

O desempenho positivo da PETR4 reflete diretamente a escalada dos preços do petróleo no mercado internacional, após novos episódios de tensão entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz. A sessão teve abertura a R$ 39,65, com oscilação entre a mínima de R$ 39,45 e a máxima de R$ 39,73.

Tensões geopolíticas impulsionam o petróleo Brent

O cenário internacional tem sido determinante para o comportamento das ações da estatal brasileira. O petróleo tipo Brent, referência para a Petrobras, opera em torno de US$ 72 a US$ 73 por barril, após relatos de ataques a embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e novas restrições impostas pelos Estados Unidos ao petróleo iraniano.

Na véspera, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o memorando de entendimento assinado com o Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio "acabou", elevando a aversão ao risco nos mercados globais. As forças americanas realizaram uma série de ataques contra o Irã na noite de terça-feira, em resposta a ataques contra três navios mercantes na região.

O movimento de alta da commodity beneficia diretamente a Petrobras, que tem sua receita fortemente atrelada aos preços internacionais do petróleo. A estatal é uma das maiores produtoras de petróleo do mundo e possui expertise reconhecida na exploração em águas profundas e ultraprofundas.

PETR4 se destaca em meio à queda do Ibovespa

Enquanto o Ibovespa opera pressionado pelo cenário de aversão ao risco global, as ações da Petrobras ajudam a limitar as perdas do índice. Na sessão anterior, o principal índice da B3 fechou em queda de 0,25%, aos 172.020,68 pontos, com as ações da estatal figurando entre os poucos destaques positivos.

A PETR4 é a ação mais indicada na carteira consolidada de dividendos de diversas instituições financeiras para julho, com recomendação de compra mantida por analistas. O BTG Pactual, por exemplo, mantém preço-alvo de R$ 62 para os papéis, apontando a Petrobras como um ativo de valor com momentum robusto.

Perspectivas e fundamentos da Petrobras

Do ponto de vista fundamentalista, a Petrobras apresenta indicadores atrativos para investidores. A empresa reportou lucro por ação (EPS) de US$ 0,9968 no primeiro trimestre de 2026, superando as expectativas dos analistas. O dividend yield dos últimos 12 meses gira em torno de 7,65%, acima da média do Ibovespa.

A estatal investiu R$ 26,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo informações divulgadas pela presidente da companhia, Magda Chambriard. A executiva destacou que a Petrobras está se aproximando da marca de 3 milhões de barris de petróleo produzidos por dia.

A política de remuneração da Petrobras prevê distribuição de 45% do fluxo de caixa operacional menos investimentos, desde que a dívida bruta esteja dentro do limite estabelecido no Plano Estratégico. Para o período de 2025 a 2029, a empresa estima pagamentos entre US$ 45 bilhões e US$ 55 bilhões em dividendos.

Os investidores devem continuar monitorando a evolução das tensões no Oriente Médio e seus impactos sobre os preços do petróleo, fator determinante para o desempenho das ações da PETR4 nas próximas sessões.