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PETR4 opera estável a R$ 37,99 com petróleo em queda

As ações preferenciais da Petrobras (PETR4) operam com estabilidade no pregão desta quinta-feira (3), cotadas a R$ 37,99, com variação positiva de 0,08% — equivalente a R$ 0,03 por papel. O ativo abriu o dia a R$ 38,07 e oscilou entre a mínima de R$ 37,86 e a máxima de R$ 38,13, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário internacional do petróleo.

O movimento lateral das ações da estatal acompanha a pressão sobre os preços do petróleo Brent, referência internacional para a commodity, que recuou para a faixa de US$ 71 por barril — menor patamar desde o final de fevereiro. A queda está diretamente relacionada ao aumento dos embarques de petróleo pelo Estreito de Ormuz e às expectativas de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã.

Cenário internacional pressiona commodities energéticas

O mercado de petróleo vive um momento de reconfiguração após meses de volatilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio. Os fluxos de petróleo bruto através do Estreito de Ormuz ultrapassaram 10 milhões de barris por dia, com os Emirados Árabes Unidos restaurando suas exportações para mais de 3,9 milhões de barris diários. Esse aumento na oferta, combinado com liberações de reservas de emergência, criou um excedente no mercado global.

Para a PETR4, a queda do Brent representa um fator de atenção, já que a receita da companhia está diretamente atrelada aos preços internacionais da commodity. No entanto, analistas mantêm visão positiva para o papel. O BTG Pactual reiterou recomendação de compra para as ações da estatal, com preço-alvo de R$ 62 para dezembro de 2026, destacando que a Petrobras possui uma "posição única" entre os pares do setor.

Petrobras acelera investimentos e retoma projetos

No front operacional, a companhia comandada por Magda Chambriard segue acelerando seus investimentos. No primeiro trimestre de 2026, a Petrobras investiu R$ 26,8 bilhões, um aumento de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. A executiva afirmou que a estatal está próxima de atingir a marca de 3 milhões de barris de petróleo produzidos por dia.

Recentemente, a presidente da Petrobras anunciou que a companhia precisará retomar a importação de diesel em julho, após três meses sem trazer o combustível do exterior. Ainda assim, a estatal trabalha em um plano para alcançar a autossuficiência no combustível ao longo do quinquênio. A retomada das obras da fábrica de fertilizantes UFN-III, em Três Lagoas (MS), também marca a estratégia de diversificação da companhia.

Ibovespa e contexto do mercado brasileiro

No cenário doméstico, o Ibovespa fechou o pregão de ontem em alta de 0,64%, aos 172.787,62 pontos, impulsionado por dados do mercado de trabalho americano abaixo do esperado, que reduziram as apostas de elevação de juros pelo Federal Reserve. O dólar comercial recuou para R$ 5,208, favorecendo ativos de risco.

Para investidores de PETR4, o cenário atual exige atenção à evolução das negociações geopolíticas no Oriente Médio e à política de preços de combustíveis da estatal. A XP Investimentos mantém recomendação de compra para as ações, destacando que os dividendos podem superar 10% ao ano caso os preços do petróleo permaneçam acima de US$ 65 por barril. No acumulado de 2026, a cotação da PETR4 avançou desde os R$ 30,36 registrados no início do ano, representando valorização expressiva no período.