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Novos medicamentos contra 25 tipos de câncer chegam ao SUS; veja quem será beneficiado

Pacientes com câncer atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) passarão a ter acesso a 23 novos medicamentos de alto custo para tratamento da doença. A medida amplia em 35% a oferta de medicamentos oncológicos na rede pública e, segundo o Ministério da Saúde, deve beneficiar cerca de 112 mil pessoas em todo o país.

Os novos remédios serão utilizados no tratamento de 25 tipos de câncer, incluindo mama, pulmão, próstata, ovário, estômago, tireoide e diferentes tipos de leucemia e linfoma. A incorporação dos medicamentos ocorre após mais de uma década sem ampliação significativa da lista de tratamentos oncológicos de alta tecnologia oferecidos pelo SUS.

Reprodução/Freepik
Novos medicamentos contra 25 tipos de câncer chegam ao SUS; veja quem será beneficiado

O investimento anunciado para a medida é de R$ 2,2 bilhões. De acordo com o governo federal, dependendo do tipo de tratamento, um paciente pode deixar de gastar até R$ 630 mil caso precisasse recorrer à rede privada.

Veja quais tratamentos passam a ser oferecidos

Entre os medicamentos que serão adquiridos diretamente pelo Ministério da Saúde estão o Abemaciclibe, utilizado contra câncer de mama, o Brigatinibe para câncer de pulmão, o Olaparibe para câncer de ovário, o Rituximabe para leucemia linfocítica crônica e o Trastuzumabe para câncer de estômago.

Também passam a integrar a rede pública medicamentos como Nivolumabe e Pembrolizumabe, usados no tratamento de melanoma avançado, além do Pazopanibe para carcinoma renal e do Carfilzomibe para mieloma múltiplo recidivado.

Outros medicamentos serão adquiridos de forma descentralizada pelos centros habilitados, com financiamento federal. É o caso da Abiraterona, indicada para câncer de próstata, do Gefitinibe para câncer de pulmão, do Sunitinibe para carcinoma renal e do TSH recombinante para câncer diferenciado de tireoide.

A lista inclui ainda medicamentos que serão ofertados por meio de ata de negociação nacional, como Asciminibe, Ponatinibe e Trióxido de Arsênio para diferentes tipos de leucemia, além de Durvalumabe e Erlotinibe para câncer de pulmão e Brentuximabe Vedotina para linfoma de Hodgkin.

Além dos novos medicamentos, o pacote anunciado prevê a ampliação de outros serviços relacionados ao tratamento oncológico. Entre as medidas está o financiamento permanente da cirurgia robótica para pacientes com câncer de próstata atendidos pelo SUS.

Segundo o Ministério da Saúde, serão destinados R$ 50 milhões para a realização desse tipo de procedimento, que oferece maior precisão cirúrgica e melhor visualização das estruturas anatômicas.

Outra mudança envolve a cirurgia de reconstrução mamária. O procedimento, que antes era direcionado principalmente para sequelas decorrentes do tratamento do câncer, passa a contemplar também outros casos de mutilação total ou parcial das mamas.

A estimativa é que a ampliação da reconstrução mamária represente um investimento anual de R$ 27,4 milhões. As medidas fazem parte das ações voltadas à ampliação do atendimento especializado e ao aumento do acesso a tratamentos oncológicos na rede pública de saúde.