O Brasil enfrenta a Escócia na noite desta quarta-feira (24), às 19h (horário de Brasília), pela última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026, com a classificação à próxima fase praticamente assegurada. Segundo o supercomputador da Opta, a Seleção tem 99,95% de chances de avançar de fase. Agora, o principal objetivo é confirmar a liderança do Grupo C para garantir um caminho considerado mais favorável no mata-mata.
Com quatro pontos conquistados em duas partidas, o Brasil lidera o Grupo C pelos critérios de desempate, à frente do Marrocos, que também soma quatro pontos. Mesmo em caso de derrota para a Escócia, a Seleção ainda pode avançar às oitavas, desde que figure entre os oito melhores terceiros colocados, cenário que dependeria também do resultado entre Marrocos e Haiti.
Para terminar a primeira fase na liderança, o Brasil precisa vencer a Escócia e torcer para que o Marrocos não conquiste uma vitória por saldo de gols suficiente para ultrapassá-lo. Caso os marroquinos empatem ou percam para o Haiti, a Seleção Brasileira garante automaticamente a primeira colocação do grupo.
O confronto entre Marrocos e Haiti será disputado no mesmo horário da partida do Brasil. Como as duas seleções chegam à rodada final empatadas em pontos, a definição da liderança dependerá da combinação dos resultados e dos critérios de desempate.
O retrospecto histórico também favorece a equipe comandada por Carlo Ancelotti. Em dez confrontos contra a Escócia, o Brasil nunca foi derrotado: são oito vitórias e dois empates, com 16 gols marcados e apenas três sofridos.
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Caminhos nas oitavas de final
Os dois primeiros colocados do Grupo C enfrentarão os classificados do Grupo F na segunda fase da Copa do Mundo. Se confirmar a liderança, o Brasil enfrentará o segundo colocado da outra chave. No cenário atual, esse adversário seria o Japão. Já o Marrocos, caso termine em segundo, cruzaria com a Holanda.
Se avançar em primeiro lugar, a Seleção volta a campo no dia 29 de junho, às 14h, em Houston. Caso termine em segundo, disputará a vaga às 22h do mesmo dia, contra o líder do Grupo F, em Guadalupe, no México. Se avançar como um dos melhores terceiros colocados, precisará aguardar a definição dos demais grupos para conhecer o adversário.
Liderança também garante vantagem logística
Além do possível cruzamento mais favorável, terminar na primeira colocação traz benefícios logísticos para a delegação brasileira. A equipe permaneceria no CT Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Nova Jersey, onde está instalada desde a chegada aos Estados Unidos, mantendo também a hospedagem preparada pela CBF para jogadores e comissão técnica.
Caso avance em segundo lugar, a rotina muda completamente. A delegação precisará deixar sua base fixa e passar a viajar entre as cidades-sede das partidas, com deslocamentos constantes e até uma viagem ao México, sem retornar a Nova Jersey entre os jogos.
A liderança também proporciona uma distribuição diferente dos períodos de descanso. Nesse cenário, o Brasil teria mais dias entre as fases seguintes, tempo considerado importante para recuperação física e preparação.